Opinião

Educação Ambiental Já!

Cláudia  Cunha

Em 2007, através da Medida Provisória 366/07, posteriormente transformada na lei 11.516, de 28 de agosto de 2007, foi criado o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade-ICMBio, que passou a ser a instituição responsável pela Gestão das Unidades de Conservação federais, antes atribuição do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis-IBAMA. Fora vários problemas ligados à forma como o ICMBio foi criado (em um ato “na calada da noite”, sem participação dos gestores e demais setores da sociedade envolvidos na gestão de Unidades de Conservação), com a criação do Instituto veio o “desaparecimento” da Educação Ambiental na estrutura do Ibama (e sua não criação no ICMBio) em um ato que foi explicado pela então ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, como resultado de um “esquecimento”. Sobre os aspectos envolvidos na criação do ICMBio vocês podem recorrer ao texto da verde de maio/2007 (http://www.verbo21.com.br/2007/052007/verde052007.html), no qual eu fiz um “texto-manifesto”. Hoje quero ressaltar uma conseqüência dessa história.

Anteriormente à criação do ICMBio havia a Coordenação Geral de Educação Ambiental (CGEAM) no Ibama, que articuladamente com seus “braços operativos nos estados”, os Núcleos de Educação Ambiental-NEAs, coordenou ações que visavam, em uma educação ambiental comprometida com a participação e controle social, propiciar a real inserção, nas esferas de decisão, dos sujeitos em estado de maior vulnerabilidade socioambiental. Com suas ações, a educação ambiental do Ibama assumia que vivemos em uma sociedade assimétrica, em que uns podem mais que outros e que o órgão ambiental, ao definir pelo licenciamento de um empreendimento, pela criação de uma Unidade de Conservação ou demais atos de gestão, está, de fato, definindo quem são os atingidos ou beneficiados por tal decisão, em uma ação inerente à sua função. Assim, cabia a essa educação ambiental, não um papel de conformação ambiental, “educando” o povo para aceitar os desígnios governamentais, e sim uma educAÇÃO que se compromete com a formação do espaço público de participação, com qualificação dos sujeitos para que possam intervir na realidade.

Bem, com a extinção da CGEAM no Ibama, em muitos lugares o NEA foi extinto e seus servidores distribuídos para outras atividades e, em outros lugares, ele sobrevive com a força dos educadores e educadoras que resistem e insistem em suas atuações, mas sem um locus institucional que lhes dê sustentação, definindo diretrizes que lhes permitam realizar um trabalho articulado, forte e institucional. Entre 2008 e 2010 vários foram os momentos em que manifestações aconteceram em prol da re-institucionalização da Educação Ambiental no Ibama. Chegou a acontecer um encontro de educadores onde um relato com estratégias de continuidade foi elaborado, sem nenhuma resposta efetiva. No VI Fórum Brasileiro de Educação Ambiental, no Rio de Janeiro, em 2009, foi realizada uma mobilização que originou um abaixo assinado de educadores e educadoras presentes; e o tema já foi pauta na reunião do Comitê Assessor da Política Nacional de Educação Ambiental-PNEA e objeto de requerimento da Associação Nacional dos Servidores do Ibama e do ICMBio ao MMA, mas até o momento nada foi feito.

Nesse início de 2011, com o momento de mudança na direção do Ministério de Meio Ambiente e do Ibama, vários servidores do Ibama se mobilizaram e elaboraram uma carta para ser entregue à ministra do meio ambiente reivindicando (mais uma vez) a estruturação do locus da EA no Ibama. A carta foi disponibilizada no Blog https://eaibama.wordpress.com/2011/02/25/carta-aberta-ao-mma/ para adesões e divulgação dessa nova tentativa de correção do grave erro cometido em 2007.

Por que resolvi fazer desse tema a abordagem do texto da Verbo desse mês? Nesse momento eu também passo por uma mudança. Fruto dessa redefinição na estrutura organizacional ambiental brasileira, no mês de fevereiro/2011 eu fui redistribuída para o ICMBio após 8 anos de trabalho no Ibama, onde conheci pessoas (dentro e fora órgão) lutadoras, sonhadoras e principalmente, persistentes, que me ensinam a cada dia que não podemos desistir. Deixo a Instituição por força dos trabalhos desenvolvidos, que se focam em Unidades de Conservação, mas com o orgulho de fazer parte de um time de servidores públicos que não abandonam a luta e com a certeza de que, independente da Instituição a qual eu me vincule, a luta é a mesma: a de uma servidora pública por uma sociedade mais justa.

Portanto, aproveito esse espaço para prestar essa homenagem e me vincular às pessoas que participaram da movimentação pela re-institucionalização da EA no Ibama, re-surgindo como uma fênix, em uma RE-união de diversos sujeitos e segmentos, e àqueles que construíram a EA do Ibama (CGEAM; NEAs; acadêmicos que contribuíram com os cursos de Introdução à Educação no Processo de Gestão). Essas pessoas me ensinaram que não basta lutar. Tem que se saber de que lado está. Assim, faço desse texto um grito que certamente não ecoará na Globo, mas que encontrará ressonância em diferentes lugares desse país onde educadores e educadoras se reconheçam em uma prática emancipatória e re-existente e que se preocupam na criação de instrumentos de contestação da realidade: EDUCAÇÃO AMBIENTAL JÁ!

Março de  2011

Cláudia Conceição Cunha, AA CNPT/AC

 

LINHA DE AÇÃO IMPLEMENTADA NO IBAMA – EDUCAÇÃO NA GESTÃO AMBIENTAL

A Conferência de Tbilisi, ocorrida na GEÓRGIA, em 1977 foi o primeiro grande evento Intergovernamental sobre Educação Ambiental (UNESCO/ PNUMA) e foi decisivo para os rumos da Educação Ambiental nos diversos países.

Tbilisi definiu Educação Ambiental como, a dimensão dada ao conteúdo e a prática da educação, orientada para a resolução dos problemas concretos do ambiente, através de enfoques interdisciplinares e de uma participação ativa e responsável de cada indivíduo e da coletividade.

Outro marco, foi a elaboração do Programa de Educação Ambiental – PRONEA, em 1994, coordenado  pelo MEC/MMA/IBAMA com ações voltadas respectivamente ao sistema de ensino e a gestão ambiental, envolvendo também na sua execução, outras entidades públicas e privadas do país. Dentre as Linhas de ação previstas, destacamos: Articulação e Integração Comunitária, Rede de Centros Especializados em Educação Ambiental nos estados, Articulação Intra e Interinstitucional, Campanhas de Educação Ambiental para usuários de  recursos naturais.

O Ibama adotou como norte, a linha de ação Educação no Processo de Gestão Ambiental, e estabeleceu as diretrizes para sua implementação.

Isto significa  a educação ambiental ocupando o espaço das atividades finalísticas do Ibama definidas pela Política Nacional de Meio Ambiente(1981), ou seja EA no licenciamento; EA no controle das qualidade ambiental; EA no ordenamento pesqueiro; EA no manejo de fauna e flora; EA nos recursos hídricos federais; EA na prevenção de desmatamento e Incêndios Florestais; EA na Recuperação de Áreas Degradadas, EA  na fisacalização….

Para tal, priorizamos como sujeito da das ações educativas, os grupos sociais historicamente excluídos a exemplo das populações litorâneas – pescadores, catadores de caranguejos; ribeirinhos, produtores rurais; grupos sociais afetados por impactos ambientais/riscos ambientais e tecnológicos;  técnicos e gestores ambientais.

Elegemos ainda, metodologias participativas para execução da gestão ambiental objetivando  estabelecer uma nova relação entre poder estatal e a sociedade, ampliando assim   o espaço público.

Como ponto de partida, a discussão dos problemas, conflitos e potencialidades ambientais entre governo e demais atores sociais, visando abrir espaço  para decisão e negociação quanto ao uso dos recursos ambientais.

Na prática, a e

Em síntese, ducação, construindo valores e conhecimentos para a tomada de decisões através da formação de cidadãos democráticos, críticos e participativos.

Funciona, portanto como instrumento de luta contra a exclusão social e possibilita distribuição mais  equilibrada dos benefícios do uso dos recursos ambientais.

Existem outras alternativas de atuação no Ibama, igualmente válidas, mas também estas deverão considerar as mesmas premissas, para que os procedimentos sejam implementados de forma articulada sob a égide da uma coordenação geral.

Assim, a reinstitucionalização da EA no Ibama e a  reestruturação da Coordenação Geral são condição sine qua nom ( sem a qual não pode ser) para viabilizará a retomada com eficácia do trabalho dos educadores. No meu entender, menos que isso, é prejuízo para a gestão ambiental pública e para a sociedade brasileira.

THAIS SALMITO – ANALISTA E EDUCADORA AMBIENTAL /IBAMA/NEA/RJ – EX- SUPERINTENDENTE DO IBAMA/RJ

FALA  RJ:

MOBILIZAÇÃO E REESTRUTURAÇÃO DA CGEAM NO IBAMA E AUTARQUIAS
Acho importante esta mobilização no sentido de um reposicionamento com relação a Educação Ambiental no MMA e suas autarquias, pois certamente essa questão depende da vontade política.

Não podemos deixar cair no esquecimento os avanços conquistados com o trabalho do programa de educação ambiental conduzido sob a coordenação do educador José Quintas, que iniciou há mais de 15 anos no IBAMA e que se disseminou por todo o Brasil.

Somos conscientes de que tal ação desenvolveu em todos nós uma capacidade – um pouco maior – para perceber e compreender a realidade das relações socioambientais e do contexto do ambiente em geral.

Por isso, é importante que todos nós possamos contribuir com ações que se consubstanciem em alerta e esclarecimentos – aos profissionais que atuam com a questão ambiental e à sociedade – sobre a necessidade de legitimar a Educação Ambiental como um elemento da gestão ambiental pública no MMA e entidades vinculadas.
Quero assinar o documento.

Abração amigos ,

Jovelino Muniz de Andrade Filho
Analista Ambiental
Professor Associado do Departamento de Análise Geoambiental e
Pesquisador do Grupo de Investigação Geoambiental – GIGA do
Instituto de Geociências da Universidade Federal Fluminense -UFF
Doutorando do Programa de Pós-Graduação em Sociologia e
Direito- PPGSD / UFF

Educação Ambiental também no ICMBio

Li e assinei a Carta Aberta ao MMA reivindicando a reestruturação da Coordenação Geral de Educação Ambiental no IBAMA, para a implementação das competências dos órgãos do SISNAMA na Educação Ambiental.

Quando comecei minha atuação em movimentos ecológicos em meados da década de 1980, via – como muitos – a Educação Ambiental como um mero processo de divulgação de conceitos, valores e comandos legais relacionados à Política Nacional do Meio Ambiente. Algo que caberia na edição e distribuição de uma simples cartilha.

Passados mais de vinte anos, temos a Educação Ambiental como uma Política Nacional, fundamentada em princípios constitucionais e sustentada por uma lei e um decreto federais. Temos inúmeras experiências país afora que serviram de pilotos para a implementação de ações e processos em diversos níveis da Administração Pública, assim como por organizações civis e estruturas empresariais.

Portanto, na atualidade possuímos os instrumentos necessários para a execução de processos permanentes de formação de culturas e consciências voltadas para a sustentabilidade ecológica, o que estimula as mudanças necessárias nas condutas de cidadãos e corporações públicas e privadas. Temos que trabalhar esse instrumental.

Mas, como bem descrito pela Carta Aberta, desde a criação do Instituto Chico Mendes, a partir da divisão das competências do IBAMA, perdemos as estruturas anteriores voltadas para essa finalidade no IBAMA, assim como não tivemos sua criação no âmbito do ICMBio.

Não só o IBAMA, mas também o ICMBio possui atribuições nesta importante área. A Lei nº 11.516/2007 – que criou o ICMBio, em seu artigo 1º, inciso III, estabeleceu que uma das finalidades do ICMBio é de “fomentar e executar programas de pesquisa, proteção, preservação e conservação da biodiversidade e de educação ambiental”.

A área de Educação Ambiental do ICMBio está vinculada à Coordenação Geral de Gestão Socioambiental, que concentra as áreas de Gestão Participativa, Educação Ambiental e Capacitação Externa, e Gestão de Conflitos Territoriais. No site do ICMBio, ao clicar na área de Educação Ambiental e Capacitação Externa, temos uma caixa vazia – o que expressa o espaço que a área possui nas políticas da instituição.

Portanto, apesar de concordar e assinar a Carta Aberta ao MMA, penso que faltou direcioná-la também ao presidente do ICMBio, assim como faltou incluir a autarquia nas referências para a implementação de estrutura adequada para a área de Educação Ambiental, eis que queremos que tanto o IBAMA quanto o ICMBio possuam suas coordenações gerais específicas, assim como queremos que o MMA mantenha a sua.

Vamos juntos, com firmeza e educação!!!

Saudações,

Rogério Rocco

Analista Ambiental do ICMBio

Coordenação Regional – CR8/RJ

Professor Universitário e Mestre em Direito da Cidade pela UERJ

Ex-Superintendente do IBAMA/RJ e ex-Coordenador Regional do ICMBio

FALA CE:

Se contarmos fora do país vai parecer piada esse retrocesso vivido pelo ministério do meio ambiente nos últimos anos.

O atual cenário de abandono da educação ambiental é um desrespeito com os funcionários públicos que comprometidos com seu trabalho se vêem de mãos amarradas.

É um desrespeito, maior ainda, com as populações que aprenderam a contar com o apoio do Ibama nos processos de gestão ambiental e agora voltam a pensá-lo com órgão burocrático e fiscalizador.

Camila Garcia
Assessora de Comunicação do Instituto Terramar  / CE

FALA RJ:

“Companheiros, considero importantíssimo o movimento pela reestruturação da EA no IBAMA e vinculadas do MMA, com a imediata recriação da CGEAM-IBAMA e criação de estrutura similar no ICMBio.

Preocupa ver a EA no ICMBio reduzida a mero processo ou serviço (em algumas unidades reduziu-se mais ainda para diálogo social), ou meramente a uma estratégia nacional de comunicação, ainda que se diga articulada com processos educativos. Importante sim, que nessa Era da Informação, onde as TICs espalham-se por todos os lugares, a educação articule-se com comunicação. Fazemos isso no Rio de Janeiro há 4 anos com excelentes resultados, mas sem esquecer que as TICs são apenas ferramentas e instrumentos da EA. E ter uma estratégia nacional nessa linha não substitui a urgência de criar uma estrutura administrativa central que desenvolva a EA em todas as esferas necessárias dentro das UCs (conselhos de gestão, população do entorno, visitação pública, fiscalização, etc), seja em que nível for: sensibilizando os grupos, movimentos e comunidades, mobilizando, organizando os grupos sociais e formando para a participação na vida pública e uso dos instrumentos de gestão ambiental.

Contem conosco.

Lara Moutinho da Costa
Superintendente de Educação Ambiental
Secretaria de Estado do Ambiente do Rio de Janeiro”


“CAROS AMIGOS:

Os educadores do Ibama, espalhados por todo esse país, seja nos Núcleos de Educação Ambiental remanescentes, seja em outras áreas como no licenciamento, prevfogo, dbflo, dipro, ICMBio (ainda os consideramos “do Ibama”) iniciaram um movimento pela reestruturação da EA através de uma estrutura similar à da extinta CGEAM.
Tenho acompanhado as discussões pela rede e tenho me surpreendido com a quantidade de pessoas que não tive a oportunidade de conhecer (provávelmente novos analistas)  que se engajaram de peito aberto nesta luta que não é nova. É muito bom, pra nós que estamos nos preparando pra sair de campo, ver tantos e tão combativos companheiros dispostos a levantar a bandeira da educação ambiental nos processos de gestão do meio ambiente. É muito bom também ver que mesmo separados institucionalmente os educadores que compartilharam da construção da CGEAM e dos NEAs permanecem praticando a boa luta. Acreditem, não é pouca coisa o que se está fazendo. Por isso, quero pedir a todos vcs que, de alguma forma participaram dessa rica experiência proporcionada pela CGEAM, que estiveram conosco em qualquer um dos  vinte e quatro Cursos de Introdução à Educação no Processo de Gestão Ambiental e  de outros voltados à gestão de UCs, de Recursos Pesqueiros, PNC, PDA e, principalmente aqueles que, como nós da extinta CGEAM, tiveram o privilégio de conviver com nosso querido mestre Quintas, que manifestem seu apoio assinando a carta dos educadores que será encaminhada à ministra. O importante agora é reinstitucionalizar a EA na área ambiental, tirá-la do gueto. Cobrar, de nossas autoridades mais que um discurso acerca da importância da EA, uma posição, uma atitude. 

Abraços a todos.”

Beth Uema – IBAMA
Analista Ambiental agora na DILIC
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15 responses to this post.

  1. Posted by Flavio Jose Pereir on março 2, 2011 at 11:27 am

    Acho que realmente é necessário a reestruturação da Coordenação de Educação Ambiental no IBAMA, pois essa deveria ser a principal atribuição da nossa Instituição.
    Solicito a inclusão do meu nome na assinatura da carta
    Flavio Jose Pereira
    Analista Administrativo
    Vice Presidente da Asibama Nacional

    Responder

  2. Posted by claudio rodrigues fabi on março 8, 2011 at 5:26 pm

    eu apoio Analista Ambiental ICMBio APA Costa dos Corais (Ex:Nea MS)
    Claudio Fabi

    Responder

  3. Posted by rosa maria wekid castello branco on março 14, 2011 at 2:11 am

    CAROS (AS) AMIGOS (AS),
    EDUCAÇÃO, SABEMOS QUE É IMPORTANTE!
    É A BASE PARA TODOS OS SETORES DA SOCIEDADE HUMANA.
    MAS A SOCIEDADE HUMANA VIVE EM ECOSSISTEMAS.
    AMBIENTES ONDE EXISTEM TAMBÉM OUTROS SERES (recursos naturais renováveis e os não renováveis), QUE NÃO SABEM SE DEFENDER (A NÃO SER PELOS EVENTOS NATURAIS – TSUNAMI, TERREMOTO, FURACÃO E OUTROS QUE ESTAMOS CONHECENDO BEM ULTIMAMENTE, ESTÃO DIARIAMENTE NA MÍDIA) E NEM SE QUER TÊM “ADVOGADOS”.
    NÓS, SERES HUMANOS, QUE COMPARTILHAMOS O MESMO AMBIENTE COM ELES, É QUE FALAMOS E AGIMOS POR ELES E POR NÓS, AO MESMO TEMPO.

    QUEM COORDENA A POLÍTICA AMBIENTAL DO BRASIL É O MINISTÉRIO DO MEIO AMBIENTE E SUAS AUTARQUIAS ( IBAMA, ICMBio,…).

    LEIAM A CARTA ABERTA AO MMA E VEJAM O QUE PRECISAMOS FAZER PARA MANTERMOS FUNCIONANDO A EDUCAÇÃO AMBIENTAL DO NOSSO PAÍS.

    SOLICITAMOS APOIO DE VOCÊS.
    MUITO IMPORTANTE A EDUCAÇÃO AMBIENTAL NESTE MOMENTO EM QUE AINDA ESTAMOS VIVOS E PARA NO MÍNIMO (É O QUE EU PENSO), UMA PRÓXIMA GERAÇÃO MAIS TRANQÜILA E RESPONSÁVEL PELOS SEUS ATOS.

    VOTEM E DIVULGUEM, POR FAVOR.
    A NATUREZA AGRADECERÁ, COM CERTEZA!

    Rosa Maria Cordeiro Wekid Castello Branco
    Bióloga – A.A. do Ibama – E. A. NEA/RJ
    Chefe do Escritório Regional do IBAMA em Campos dos Goytacazes – Unidade Descentralizada da SUPES/RJ

    Responder

  4. Posted by Mônica Serrão on março 14, 2011 at 4:36 am

    Caro amigo e colega Rogério Rocco,
    Obrigada pelo seu apoio. Gostaria de dizer que assim que iniciamos o nosso movimento, os colegas educadores do ICMBIo nos apoiaram e discutimos com eles se a carta deveria incluir também o presidente do Instituto, porém, tendo em vista que no momento já existe um coordenador de EA no ICMBIo, o Filipe, que veio do Acre e também assinou a nossa lista,que vocês estão smais adiantado do que nós nessa reestruturação. Por isso o foco foi o Ibama. Mas a nossa luta é a mesma e estaremos sempre do mesmo lado, analistas ambientais lutando pelo fortalecimento da educação ambiental nas instâncias federais, responsáveis pela execução da politica ambiental no país. O mais bonito desse movimento está sendo receber o apoio da sociedade e dos colegas dos dois institutos, educadores ou não. Quando começamos a nos movimentar não imaginávamos o tamanho que ele iria tomar. Os ecos obtidos estão superando as nossas expectativas. Isso só prova que a nossa luta é justa e conta com o apoio de pessoas que compreendem o papel da educação na formação de um país de fato desenvolvido e justo socioambientalmente. Um grande abraço pra vc! Mônica

    Responder

    • Posted by Thais Salmito on março 14, 2011 at 5:46 am

      Mônica. Da maior pertinência o seu esclarecimento ao nosso querido Rocco e aos demais analistas ambientais do Ibama e Icmbio.
      Nós estamos no mesmo barco, as atividades previstas na politica Nacional do Meio Ambiente( lei 6938/81), são executadas pelos dois institutos. O presidente do Icmbio, Rômulo, é originário do Ibama, assim como os demais servidores. Quem resolveu dividir o Ibama em 2007, foi a ministra Marina Silva. Nós sabemos que gestão ambiental pública se faz de forma articulada com as diversas instituições do SISNAMA E CORRELATAS e com a participação da sociedade. A estruturação da Educação Ambiental, assim como dos outros instrumentos de gestão, sempre terão o apoio dos servidores do Ibama. Portanto a luta das vinculadas quando vier, também será nossa.
      Nós chegaremos lá, ainda mais agora que não estamos mais sós, as adesões demonstram isso de forma inequívoca e nossa capacidade de mobilização é grande, aliás faz parte de nosso ofício enquanto educadores ambientais. Agradeço portanto a Rogério Rocco por ter se solidarizado conosco, ter problematizado essa questão, facilitando assim a necessária discussão afim de procurarmos juntos as alternativas e soluções. Thais Salmito- Ibama/NEA/RJ

      Responder

    • Posted by Cristina Motta on março 22, 2011 at 3:34 pm

      Thais e Rogério
      Face a robustez dos argumentos constantes na carta dirigida à ministra,abraço a luta dos educadores do Ibama, luta esta que conheço de longas datas e peço que me incluam na lista dos simpatizantes ao movimento de reestrturação da EA no Ibama.
      Abração
      Cristina Motta-Ibama/Ascon/RJ

      Responder

  5. Posted by Walciclea Cruz on março 14, 2011 at 10:09 pm

    Olá bravos educadoras e educadores do IBAMA,

    Fico feliz em ver novamente toda essa movimentação pela re-institucionalização da EA no Ibama. No ICMBio ainda estamos engatinhando na efetivação da Coordenação, mas tenho certeza que essa movimentação no IBAMA vai beneficiar ainda mais tudo que está sendo feito no ICMBio. Lamento não estar contribuindo com vcs diretamente apesar de nossas lutas ainteriores, mas hoje pouco podemos fazer aqui no Pará. Como sai do IBAMA não sei dizer como está a EA ambiental por lá, sei porém que pelo menos ainda existe o NEA mas não haja funcnionalidade, pois quando sai da SUPES/PA a sala em que eu ficava foi desmontada e as ações que desenvolvia se restringiam a contribuir com o ICMBio no Estado, pois internamente não havia apoio material e humano ou quarquer recurso para que a EA fosse desenvolvida.

    Espero que com esse regate e essa luta de vcs, se consiga também dar uma injeção de ãnimo nos NEAs que foram desativados ou que simplesmente estão de “molho” por aí.

    Um abraço a todos e todas,

    Walcicléa Cruz
    ICMBio – CR4 -Belém-PARÁ

    Responder

  6. Posted by Mônica Serrão on março 24, 2011 at 2:47 am

    Thaís,
    falou e disse tudo! O TCU ratificou os documentos que encontrou no Ibama quando fez a sua auditoria, não só porque eram os que já estavam elaborados e em uso durante os ultimos anos pelos educadores da casa, como por conta da sua pertinência técnica. As premissas da educação no processo de gestão são claras e não deixam dúvidas de como se deve atuar para que a educação ambiental tenha um sentido politico transformador. Nós, enquanto servidores publicos, temos um papel que não pode ser repassado a outros setores da sociedade. Somos nós os responsaveis pela execução da politica nacional de meio ambiente e de educação ambiental. Sem a educação ambiental como norteadora das ações junto à sociedade corremos o risco de ver qualquer coisa ser considerada como educação ambiental.Existe uma intencionalidade nessa proposta, ela deixa claro o papel do Estado e da sociedade civil, que não pode arcar com o ônus da falencia dos orgãos ambientais e acaber por tentar exercer um papel que nos cabe. Por isso o locus institucional da EA tem que ser restabelecido no Ibama, e fortalecido no ICMBio, para que nós mesmos tenhamos clareza de nosso pape, deixando isso bem claro para a sociedade como um todo.

    Responder

  7. Posted by Maryane Saisse on março 26, 2011 at 12:08 pm

    Prezados e queridos colegas,
    Fico feliz por ver a luta de vocês ganhar tanta organização e força. Temos acompanhado todas as batalhas desde a divisão do instituto e o “apagamento” da CGEAM e é bom ver que os princípios tão duramente criados para uma gestão efetivamente pública proposta para a EA não foram esquecidos como nos fala a Thaís!. Isso é muito importante pois reforça a resistência em todos nós, em tempos tão difíceis para os servidores públicos e para nossos compromissos com a sociedade.Dá uma grande vontade de estar no IBAMA com vocês novamente…que como identidade nunca deixou de ser. Parabéns pela luta, por esse blog super legal que faz a gente ver a capacidade crítica e de articulação de vocês. Contem conosco e até a vitória!!!
    Maryane Saisse/ NEA JARDIM BOTÂNICO DO RIO DE JANEIRO /LIEAS

    Responder

    • Posted by Thais Salmito on março 26, 2011 at 7:51 pm

      Maryane.
      Você bebeu da mesma fonte. E está dando continuidade ao trabalho iniciado no Ibama, agora no Jardim Botânico do Rio de Janeiro.
      Obrigado pela manifestação carinhosa.
      Thais Salmito- Ibama/NEA/RJ

      Responder

  8. Posted by Águeda Coelho (NEA/Ibama/CE) on março 29, 2011 at 12:32 am

    O texto que suscinta os comentários deixa claro a importância da educação ambiental no processo de gestão ambiental pública. Coloca premissas básicas para o processo educativo que permeia a questão ambiental e as atribuições do Ibama enquanto órgão executor da política nacional de meio ambiente. As experiências desenvolvidas pelo Ibama no que concerne a educação ambiental constituem marcos históricos para a Instituição e para a sociedade. Devemos aprender com as experiências vividas, fortaleçê-las, renová-las e transformá-las conforme o contexto histórico social e ambiental. Mas nunca abrir mão da participação, da escolha de sujeitos educativos que se encontram mais vulneráveis aos impactos socioambientais provenientes do próprio processo da gestão ambiental pública e do modelo de desenvolvimento que dita a formas e apropriação dos bens ambientais.

    Responder

  9. Posted by Thais SAlmito on abril 4, 2011 at 8:22 am

    Então Àgueda, daí a necessidade da recriação da Coordenção geral de EA no Ibama para dar continuidade ao trabalho construído coletivamente nesses 18 anos.
    E capacitação também é palavra chave, melhor dizendo, tem que ser retomada com ações concretas de treinamento dos servidores do IBAMA quanto às atividades finalísticas do órgão que integram a gestão ambiental pública, incluindo os analistas novos, refrescando os antigos com novas propostas.
    Da mesma forma, a capacitação tem que ser estendida à sociedade, professores, ONGs, como era feito antes da extinção da CGEAM.
    Não podemos esquecer no entanto, que nosso campo de trabalho é fora do Ibama, junto aos grupos socialmente excluídos dos processos decisórios, como muito bem foi citado no comentário de Àgueda. Essa intencionalidade objetiva qualifica-los para possiblitar o controle social das políticas públicas, permitir uma gestão ambiental mais justa, minimizando “as tantas” desiguadades sociais e evitando a degradação do nosso patrimônio ambiental.
    Esse é nosso papel na sociedade, afinal somos servidores públicos.
    Abraços apertados. Thais SAlmito- NEA/IBAMA/RJ

    Responder

    • Posted by Thais SAlmito on abril 5, 2011 at 2:16 pm

      Claudinha Cunha.
      Seu texto-manifesto traduz que nem ” agua de beber, bica de quintal, sede de dizer tudo”, o pensamento dos servidores do Ibama. Você também bebeu dessa fonte. No setor de educação ambiental do Ibama foi forjada, assim como nas lutas pela categoria.
      Lamento apenas que vamos perder essa baianinha, pequena grande, para o Icmbio, mais um impacto negativo de decisões inconsequentes da gestão Marina Silva.
      Quando a ministra percebeu que tinha “esquecido” a EA no Ibama/vinculadas e considerando que a proposta era do MMA/executivo, por quê não solicitou a correção do ato(decreto nº 6099/2007), feito a poucas mãos na “calada da noite” e que estabelece as finalidades do Ibama?? Um gestor pode cometer erros como qualquer cristão, mas insistir sem uma “medida mitigadora ou compensatória”, é tripudiar em cima do razoável??? Na verdade foi tudo pensado visando o repasse de atribuições do órgão para outras organizações. Indo um pouco mais adiante, a ministra nunca gostou desse Instituto……
      Voltando, desejo que Claudia seja feliz no Icmbio e que ajude a fortalecer a educação ambiental voltada à emancipação e transformação da sociedade.
      Depois volta para casa, nos vemos na luta, pois a luta continua. Thais SAlmito-Ibama/NEA/RJ

      Responder

  10. Estou muito feliz por tudo escrito acima, fui aluna do professor Rocco e não segui a carreira por inúmeros motivos, agora quero correr atrás do tempo perdido e me engajar nesta luta de cabeça, com orgulho de brasileiros tão focados, corajosos e determinados nesta causa nobre e urgente em nosso querido País.
    Quero parabenizá-los e incentivá-los a não desistirem, nem diminuir nesta caminhada fabulosa. Quero somar e aumentar a nossa voz em todas as esferas da sociedade e poder público.

    Graziela Castellar
    Estudante

    Responder

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