TEMAS EM DISCUSSÃO

Aproveitando sua passagem pelo Blog, vamos colocar alguns temas para discussão, aqui ou nas redes e grupos:


1) Programa de Educomunicação Socioambiental

‘Extraído da série Documentos Técnicos -2,  publicada pelo Órgão Gestor da Política Nacional de Educação Ambiental, com o objetivo de divulgar ações, projetos e programas de educação ambiental voltados a políticas públicas de abrangência nacional:

http://www.mma.gov.br/estruturas/educamb/_arquivos/dt_02.pdf

A elaboração de uma política de comunicação ambiental no âmbito do MMA têm sido demandada desde o início da atual gestão. Em 2003, por ocasião da I Conferência Nacional de Meio Ambiente, os delegados encaminharam uma moção nesse sentido dirigida ao conjunto do governo federal, ocasião em que o Ministério do Meio Ambiente se comprometeu a conduzir a tarefa.

Nesse contexto, a presente proposta do Programa de Educomunicação Socioambiental não responde a todas as necessidades de construção de uma política de comunicação ambiental. Mas corresponde à dimensão pedagógica dos processos comunicativos associados à questão ambiental que, na perspectiva do Programa Nacional de Educação Ambiental – ProNEA, se quer presente como competência e conteúdos de todos os canais de comunicação no país.

Em busca de uma sistematização da linha de ação do ProNEA “Comunicação para a Educação Ambiental”, deparamo-nos com uma série de ações pontuais já realizadas no âmbito do governo federal, em outras secretarias do MMA e seus órgãos vinculados, e na CGEA/MEC. No Ministério do Meio Ambiente, percebemos que as atividades de comunicação ainda não têm critérios comuns a todos os setores, o que pode implicar na ausência de padronização das publicações até a variação de critérios para apoio a projetos e celebração de parcerias no interesse da comunicação ambiental. Percebemos, portanto, que estas ações carecem de um alinhavamento geral. No caso específico do Processo Enraizamento da Educação Ambiental no Brasil, promovido pelo Órgão Gestor da PNEA,é importante ter-se clareza das diretrizes para a formulação de políticas de comunicação como parte das políticas e programas estaduais de educação ambiental.

As ações previstas na presente proposta, portanto, também buscam responder sensivelmente à demanda de integralizar as ações da DEA/MMA e CGEA/MEC, das demais secretarias destes Ministérios e das instituições executoras da PNEA e envolvendo, num âmbito maior, todos os órgãos do SISNAMA, e também entidades não-governamentais, de classe e meios de comunicação.

É o caso, por exemplo, do componente Sistema Virtual de Canais de Rádio e TV que, através da Rádio MMA e da TV MMA (virtuais), pretendem servir para dar visibilidade e acesso a uma série de produções já realizadas e a realizar-se em parcerias construídas pelos diversos setores citados, irradiando produtos de utilização educativa certa e campanhas fundamentais à difusão das ações de todo o MMA e entidades vinculadas. Pensamos em propor uma política estruturante, favorecendo um pensamento coeso sobre que projetos apoiar, sob quais critérios, que ações são consideradas prioritárias e como, metodologicamente falando, implementar estas iniciativas. É preciso uma contextualização clara do terreno em que se atua, o que só é possível em diálogo com os setores que pesquisam a comunicação, com as redes e coletivos representativos do setor. Mais ainda, uma política que não responda apenas às demandas de governo, mas ao refletir uma construção participada, fale diretamente aos governos locais e estaduais, à sociedade civil, em especial ao meios de comunicação, como um referencial de práticas de comunicação educativa ambiental.

Há, dessa forma, um a forte demanda por documentação e instrumentalização de toda a ação educativa motivada pelo ProNEA. Isso envolve a existência de dados cadastrais acessíveis, sistemas de informação e também metodologias para a produção interativa e veiculação de conteúdos de educação ambiental pelos meios, além do fortalecimento dos processos informais, não-midiáticos de comunicação ambiental educativa. O sucesso do ProNEA, e sua sustentabilidade, acreditamos, dependem disso.

A carência de uma política integrada de comunicação ambiental, no âmbito do Governo Federal, contrasta com a riqueza de experiências da sociedade civil, de setores empresariais e governamentais na área, e deixa sem resposta uma demanda crescente por informação e comunicação ambiental. Podemos perceber um movimento ascendente no Brasil por organização e formulações em torno da comunicação e informação ambiental em todos os setores citados, muitas vezes integradamente, na forma de seminários, congressos, encontros, articulação de redes e publicações que têm proliferado nos últimos anos.”

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2 responses to this post.

  1. Posted by Mônica Serrão on março 4, 2011 at 6:34 pm

    Proponho como tema a ser discutido aos educadores que se interessarem por discutir as diferentes linhas de EA, que leiam o capitulo 14, pag. 253, do livro “OS diferentes matizes da Educação Ambiental no Brasil – 1997 a 2007”.
    Está no site do MMA no link abaixo. Vale à pena entender as diferentes propostas existentes no país, como surgiram e o que cada uma delas pretende! Boa leitura!
    http://www.mma.gov.br/estruturas/educamb/_arquivos/dif_matizes.pdf

    Responder

  2. Posted by Ovidio Bertholi de Aguiar on março 20, 2011 at 9:31 pm

    Eu já li a Petição Carta aberta de servidores públicos federais em meio ambiente em defesa da integridade do SNUC para Ministra do Meio Ambiente, e pretendo assinar esta petiçãohttp://www.peticaopublica.com/PeticaoVer.aspx?pi=P2011N7738

    Responder

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